Esclarecimentos sobre o zumbido


O zumbido é uma percepção auditiva que não corresponde a um som real do ambiente, sendo considerado um sintoma que pode estar relacionado a diversas doenças.. O quadro pode vir acompanhado de redução da audição, principalmente por conta do envelhecimento.

Ele é consequência de alterações em alguma estrutura da via auditiva, entre elas as infecções, doenças do labirinto, acúmulo de cerúmen e a exposição a sons intensos, ou doenças, como a hipertensão, a diabetes, ansiedade e depressão. Outra causa é o consumo de altas doses de medicamentos que podem ser tóxicos para o ouvido interno.

Os tipos mais comuns de zumbidos podem variar de sons graves a agudos, como o badalar dos sinos, o barulho de um grilo, apitos, assobios, chuva, motor, panela de pressão, abelhas, entre outros, que são identificados em um ou nos dois ouvidos e até na cabeça.

A partir da presença de um sintoma semelhante, deve-se buscar ajuda de um profissional capacitado. O mesmo fará perguntas sobre a saúde geral e auditiva, podendo solicitar exames de sangue e imagem, assim como uma audiometria e uma avaliação otoneurológica para então diagnosticar a verdadeira causa do sintoma.

Após a identificação da causa e se ela estiver ligada a uma alteração tratável, a terapia adequada eliminará o zumbido. Porém, em alguns casos não há cura, como na decorrência de uma PAIR (perda auditiva induzida por ruído). Nestas situações, existem tratamentos que minimizam o desconforto.

A prevenção envolve a manutenção de uma alimentação saudável e equilibrada, a pratica moderada de exercícios físicos e o combate ao estresse. Além disso, evitar a exposição a sons intensos, limitar o consumo de sal, cafeína e outros estimulantes, como chás, refrigerantes e doces.

O conhecimento do quadro em questão poderá diminuir o monitoramento pessoal, aumentando a chance de percepção com menos clareza e frequência; deve-se evitar locais silenciosos onde o zumbido possa se destacar; os quadros de ansiedade e depressão devem ser devidamente tratados e o uso do aparelho auditivo nos casos associados a perda diminuirá o tinido.

Bibliografia:

-Knobel, K.A.B. Fonoaudióloga Especialista em Audiologia - Consultora, Revista Viva Saúde.

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