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Informações sobre o Distúrbio do Processamento Auditivo Central

28/02/2017

                O Processamento Auditivo Central é um conjunto de habilidades e mecanismos

do sistema auditivo, que ocorrem em resposta a uma informação sonora, analisando e interpretando-a. Relaciona-se com as ações de receber, detectar, reconhecer, associar e integrar estímulos para programar uma resposta.

               Este processamento é definido como “o que fazemos com o que ouvimos” e

relaciona-se a outras questões como a memória, atenção e a própria linguagem.

               Dentre as habilidades envolvidas encontram-se:

- localização sonora: localizar auditivamente a fonte sonora;

- atenção auditiva: persistir em escuta por um período de tempo;

- memória auditiva: estocar e recuperar estímulos sonoros em sequência;

- discriminação auditiva: determinar se dois estímulos são iguais ou diferentes;

- síntese binaural: integrar estímulos incompletos apresentados simultaneamente

ou alternadamente em orelhas opostas;

- separação binaural: escutar com uma orelha e ignorar a orelha oposta;

- figura fundo: identificar a mensagem primária na presença de sons competitivos;

- fechamento auditivo: perceber o todo quando partes são omitidas;

- associação: estabelecer correspondência entre um som não linguístico e sua fonte.

             Os Distúrbios do Processamento Auditivo Central (DPAC) são definidos como  alterações em um ou mais destes processos auditivos, com a queixa principal de “dificuldades para escuta em ambientes desfavoráveis” e suas possíveis manifestações são: fácil distração, dificuldade de compreender a fala no ruído ou em grupos, pouco tempo de atenção, dificuldade em lembrar informações auditivas, pior habilidade de linguagem oral e escrita, dificuldade em organizar e sequenciar estímulos sonoros, entre outros.

               O objetivo da avaliação específica, realizada pelo profissional fonoaudiólogo, é medir

a capacidade do indivíduo de reconhecer sons (verbais e não-verbais) em condição de escuta difícil. Sendo este mesmo profissional que irá definir o diagnóstico e tratamento para cada caso, de acordo com parâmetros específicos de idade e manifestações encontradas em avaliação, assim como definirá a necessidade de uma avaliação auxiliar de linguagem oral e escrita e a necessidade de realização de treinamento para o DPAC – o treinamento auditivo acusticamente controlado.

               Com relação à escola, ressalta-se o papel fundamental do professor no desenvolvimento de condições ideais de aprendizagem do aluno com o distúrbio, sendo sugerido (Nascimento, 2012):

- o aluno deve se sentar à frente, próximo a professora, o mais distante possível das janelas e portas;

- o professor precisa repassar as informações, para facilitar a compreensão em situação de ruído competitivo;

- antes de começar a falar, chame a atenção do aluno e certifique-se de que ele esteja olhando pra você;

- fale mais alto, sem gritar, olhando para o aluno de frente;

- repetir as instruções fornecidas, garantindo que o aluno tenha entendido;

- converse com o seu aluno, pergunte sobre as atividades do dia, conte histórias e músicas;

- use frases mais curtas, fale de forma mais pausada, com boa articulação;

- procure diminuir os ruídos da sala;

- requisite a atenção do aluno constantemente;

- utilize atividades motivadoras que renovem o interesse do aluno;

- escute o que o aluno tem a dizer e perceba seus sentimentos;

- em momentos de instruções novas, minimize ruídos estranho e estímulos visuais adicionais, buscando facilitar o processo de atenção seletiva;

- é sugerido um tempo maior de realização de avaliações, que devem conter perguntas mais objetivas e diretas, de preferência em locais separados, livres de distratores;

- solicitar o auxílio da equipe escolar e do fonoaudiólogo.

 

 

Bibliografia:

 

Imagem: http://www.adaptomorumbi.com.br/processamento-auditivo-central.php

 

Texto: Nascimento, RTA. Alunos com necessidades especiais na sala de aula: informações elementares para o professor. Editora Memnon, São Paulo; 2012.

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