APRAXIA DE FALA NA INFÂNCIA (AFI)


A apraxia de fala na infância (AFI) é um distúrbio neurológico motor no qual a precisão e a consistência dos movimentos subjacentes à fala são prejudicadas, na ausência de déficits neuromusculares. O comprometimento básico em planejar e/ou programar parâmetros espaço temporais (de sequências de movimento) resulta em erros na produção de som de fala e prosódia.

O termo praxia está relacionado a um processo neurológico no qual o cérebro integra as ações motoras planejando, organizando, iniciando e sequenciando os padrões de movimento - a execução é o resultado desta ação bem sucedida.

Apraxia de fala na infância – AFI, é o termo atualmente recomendado para uso porém, outros aparecem: apraxia verbal de desenvolvimento e dispraxia verbal de desenvolvimento.

É um distúrbio grave que afeta a inteligibilidade da fala – sua articulação, coordenação e prosódia.

Atualmente acredita-se que a dificuldade central é planejar e programar gestos de movimento e sequências subjacentes à produção da fala - sendo uma desordem de movimento e não de tônus.

As características mais prováveis de serem encontradas (lembrando que não existe uma listagem validada de distinção deste quadro), em comparação com outros distúrbios da fala são: dificuldade em sequenciar e ordenar movimentos articulatórios para a fala, acréscimo de erros em palavras mais complexas e longas, erros de vogal, redução do inventário de vogais, inconsistência de erros em produções repetidas, padrões de erro de fala incomuns e atípicos, regressão da fala e imprecisão,

Muitas crianças com AFI também apresentam deficiências no processamento sensorial e possivelmente perceptivo.

Esta criança vai possuir uma variedade limitada de sons de fala, podendo também ser capaz de emitir sons específicos de forma isolada, mas quando tentam encadeá-los para formar palavras, não consegue.

Para a produção da fala, podem apresentar os seguintes comportamentos: redução do repertório fonético, discurso altamente ininteligível, difícil encadeamento e sequenciamento de sons de fala em conjunto para produzir palavras, erros inconsistentes, padrões de erro atípicos e incomuns, podem falar predominantemente com vogais e tem dificuldade com aspectos prosódicos da fala.

Estas características deverão ser bem diagnosticadas e avaliadas pelo fonoaudiólogo especialista na área, sendo este o profissional responsável pela definição diagnóstica e terapêutica do quadro.

Bibliografia:

Imagem: http://diariomaedeumautista.blogspot.com.br/2014/11/como-conversar-com-uma-crianca-autista.html

Texto: THE SPEECH-EZ® APRAXIA PROGRAM. Carahaly, Lynn M.A., CCC-SLP

http://www.speech-ez.com/apraxia-clinic.html

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