Informações iniciais sobre a gagueira



A gagueira atinge cerca de 70 milhões de pessoas no mundo e representa cerca de 1% da população infantil, podendo ser considerada uma disfunção anatômica neurológica.

Observa-se que nas pessoas que gaguejam, as pregas vocais se fecham e bloqueiam a passagem do ar, impendido a fonação, pode acontecer também de os lábios e a língua ficarem tensos. Nessas circunstâncias, as estruturas cerebrais responsáveis pela tarefa de avisar sobre o início ou finalização de uma produção, não estão sendo executados com eficiência, sendo a consequência, um bloqueio no discurso. O comando cerebral pode também ser enviado com atrasos ou alterações.

Embora a manifestação da gagueira envolva principalmente características motoras, a frequência da gagueira aumenta sob a influência de determinados fatores linguísticos.

A crença de que a gagueira seja desencadeada por alterações emocionais é um dos mitos que trazem confusão e até mesmo atrapalham o seu tratamento. As emoções são mais consequência do que a causa, podendo piorar o quadro da gagueira.

É preciso ter em mente que todos somos disfluentes, a gagueira, então, é uma questão da quantidade e da qualidade no modo de falar.

A avaliação deve ser realizada o quanto antes, por um profissional fonoaudiólogo que utilize exercícios e métodos de tratamento tendo em mente o ato de fala, buscando, de forma viável, um processo de autocontrole voluntário das tensões.

Bibliografia:

Imagem: https://especialdeadamantina.wordpress.com/2013/10/25/orientacoes-simples-para-auxiliar-a-crianca-que-apresenta-disfluenciagagueira/

Texto: Jakubovicz R, Basbaum FT. Tratamento da Gagueira na Criança – Exercícios Práticos para Construir a Fluência. Rio de Janeiro: Revinter, 2012.

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